Desertificação em Portugal

O assunto não é novo mas no entanto é de extrema importância… 

Portugal encontra-se entre os 3 países mais desertificados da Europa. Para além de Portugal, figuram no top 3 a Turquia e a Itália, segundo dados da Agência Espacial Europeia (AEE) através do projecto Desert Watch. A AEE consegue através de imagens satélite analisar a desertificação do continente europeu, com o objectivo de fornecer dados aos governos dos países europeus com vista a permitir o desenvolvimento de medidas anti-desertificação.

Em Portugal, especificamente, a desertificação atinge já 36% do continente, sendo previsível que dentro de 20 anos mais de metade do território continental se encontre desertificado. No espaço de duas décadas, dois terços do País podem transformar-se em solo árido, se nada for feito para inverter a situação que se vive na actualidade. Um terço do território continental encontra-se classificado como zona susceptível à desertificação.

A aridez dos solos atinge a totalidade do interior algarvio e o Alentejo. Mas a desertificação não está confinada ao Sul do País. Todo o interior, do Norte ao Sul, está a ficar deserto, a nível de perda de potencial biológico dos solos. Mas não só, também é humana a desertificação do País.

Vítor Louro, coordenador do Programa de Acção Nacional para Combate à Desertificação (PANCD), aponta uma cadeia de factores que contribuem para este fenómeno: a susceptibilidade natural de algumas regiões, aliada ao mau uso do solo, também os incêndios e reflorestações mal conduzidas. A seca severa é mais um elemento a contribuir para um retrato pouco animador.

Mas a desertificação não se explica só por factores físicos. Os problemas socioeconómicos, que afastam as pessoas do interior para as cidades do litoral, deixam as terras ao abandono e indefesas perante os incêndios que devoram centenas de hectares e provocam forte erosão nos solos.

Monitorização:

Os sistemas de informação são essenciais para acompanhar o progredir da desertificação e identificar a cada momento as áreas de maior risco. Para isso, a Agência Espacial Europeia desenvolveu um programa que permite monitorar a situação através de imagens de satélite, com uma resolução que permite a intervenção à escala local. O DesertWatch – que inclui ainda a Itália, a Grécia e a Turquia – vai vigiar todo o País.

Usando dados históricos e as sequências do desenvolvimento da desertificação em Portugal, este programa permite desenhar cenários, visando uma intervenção que evite este cenário, através de medidas que passam essencialmente pela actividade agrícola, florestal e imobiliária.

Várias universidades juntaram-se num projecto denominado Rede para a Observação e Análise do Fenómeno da Desertificação e da Seca, com vista a desenvolver uma acção preventiva.

 

A juntar a todo este cenário chocante há ainda estudos que apontam para a falta de água potável em Portugal dentro de 10 a 15 anos. 

 

Saiba mais sobre desertificação em Portugal:

Seminário sobre Desenvolvimento sustentável (IST)

Modelo Inovador contra Desertificação 

 

Fontes:

 http://dn.sapo.pt/2005/06/17/sociedade/desertificacao_atinge_36_continente.html

http://www.esa.int/esaCP/SEM1V8PFHTE_Portugal_0.html

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