Estudo revela elevado número de casos de sobrelotação das habitações

Um estudo apresentado ontem revela a necessidade de 200mil novos fogos para fazer face às carências e de reabilitar 190mil imóveis em todo o país com urgência, devido aos casos de sobrelotação das habitações.

De acordo com o jornal, mais de meio milhão de famílias vivem nessas condições. O Vale do Ave «é a zona do país onde é mais acentuado o problema de sobrelotação, mas de um modo geral esta situação é detectada em locais onde há maior povoamento e onde se concentram menores recursos», refere outro artigo do Negócios.

Em 2001, o número de alojamentos sobrelotados (568.886) correspondia a 16% do total do parque habitacional português.

Mas de acordo com o Plano Estratégico da Habitação, «os casos de maior incidência do problema representam cerca de 10% da totalidade dos casos de sobrelotação».

O mesmo relatório acrescenta que «do total de fogos nesta situação, 414.160 têm falta de uma divisão, 113.797 têm falta de duas divisões e 40.929 têm falta de 3 ou mais divisões».

 «A oferta pública de habitação não é suficiente», salienta uma das conclusões do relatório que advoga o fim dos modelo de habitação social e o aproveitamento do parque habitacional existente.

O primeiro retrato da habitação em Portugal, elaborado pelo ISCTE, foi apresentado publicamente hoje, no arranque da «Quinzena da Habitação».

Daquilo que sei e contrariamente ao que se possa perceber no início do texto, Portugal continua ainda a possuir habitações desabitadas em grande número (na ordem das 600mil), logo aí salientando a necessidade de reabilitação, mas contrariando o argumento da necessidade de novos fogos. Contudo, o estudo debruça sobre a sobrelotação dos espaços habitacionais, considerando que existe um grande número de alojamentos sobrelotados, ou seja, habitações demasiado pequenas face ao número de pessoas do agregado familiar, logo deduzo que o que é pretendido dizer é que, face à oferta pública de habitação, havendo extinção desses casos de sobrelotação por realocação das pessoas em número concordante com a capacidade dos espaços (ex. T2 = máximo 3 pessoas), seriam necessários 200mil fogos novos e reabilitar 190mil, o que dada a situação do país até não seria mau para a economia e para a construção civil em geral, não fossem as dificuldades económicas com que a maioria se debate o principal factor para que as pessoas vivam em habitações pouco dignas e sobrelotadas na maioria dos casos.

Fonte (texto parcialmente retirado de):

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=297539

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